Ted Chiang

Poucos autores me fazem pensar tanto como este Senhor (a maiúscula é mais do que propositada). Em primeiro lugar porque para chegar ali também ele teve de pensar, ler e ponderar muito sobre cada um dos temas que as suas histórias abordam. Depois, porque quando terminamos de as ler damos por nós a fazer algo semelhante. Chiang, é uma pessoa realmente singular. Leiam a entrevista que concedeu à New Yorker em 2017 (podem encontra o link no final deste texto) e vão perceber isso mesmo pelas respostas que dá e pelos raciocínios que faz.

Quando acabamos de ler estas histórias já não somos a mesma pessoa que éramos quando começámos. A frase anterior tem todo o ar de um qualquer clichê, mas não o pretende ser. De todo. Elas têm o poder incrível de nos transformar, de alterar a forma como pensamos, no melhor dos sentidos. Estas histórias têm realmente o potencial para nos ajudar a tornarmo-nos melhores pessoas. Não são assim tantos os livros que conseguem mostrar várias vertentes da natureza humana, do melhor ao pior e de uma forma tão simples e ao mesmo tempo tão cativante. Chiang tem uma capacidade incrível de se colocar no lugar de outro, duma maneira que vai muito para além da empatia. São histórias que nos mostram como podemos ser tão insignificantes neste universo e, ao mesmo tempo, a incrível capacidade que podemos ter para exercer influência nele.

Estas histórias têm a capacidade de nos fazer sentir ou querermos ser melhores depois de as lermos. Quanto não vale algo assim?

Entrevista à New Yorker (05-01-2017)

A ler (se ainda não o fizeram):
Stories of Your Life and Others
Exhalation

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